A Meta está fazendo um movimento ousado para alimentar seu superaglomerado Prometheus AI em Ohio com energia nuclear. A empresa assinou acordos com TerraPower, Oklo Inc e VISTRA, garantindo que centrais nucleares novas e existentes forneçam eletricidade já em 2030.
A iniciativa pretende fornecer até 6.6 gigawatts até 2035, mais do que a procura total de electricidade de um estado americano de média dimensão. Não se trata apenas de se tornar livre de carbono ou verde. Para a Meta, trata-se de criar um fornecimento de energia confiável e de alta capacidade, capaz de suportar um dos maiores superclusters de IA já planejados, garantindo que a infraestrutura possa lidar com as enormes demandas de energia das cargas de trabalho de IA de ponta sem interrupção.
Para além do ângulo ambiental, estes acordos revelam uma visão estratégica. Oklo conta com Sam Altman como acionista majoritário, a TerraPower é apoiada por Bill Gates. Estes acordos não são meramente comerciais; eles são estratégicos, políticos e movidos por influência.
Para qualquer engenheiro de IA, a mensagem é clara: o principal gargalo no treinamento de supermodelos com centenas de bilhões de parâmetros é a energia. Sem controlá-lo, é impossível dimensionar cargas de trabalho contínuas de IA.
A Meta está se posicionando à frente de concorrentes como Google, Microsoft e Amazon, garantindo os recursos computacionais e físicos para dominar a próxima onda de desenvolvimento de IA. Este é um sinal claro de que a corrida à IA tem agora tanto a ver com energia e infra-estruturas como com modelos e chips.
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