Vejo isso com tristeza, mas entendo. As empresas precisam realocar, expandir e contrair como organismos vivos. Isso é real. A decisão da Meta de cortar cerca de 10% dos Reality Labs, concentrando-se principalmente em VR e produtos imersivos, enquanto canaliza recursos para wearables e óculos alimentados por IA, reflete uma mudança estratégica que prioriza o ROI em vez da pesquisa exploratória de AGI.
Faz sentido financeiramente, mas como alguém que trabalha ativamente num projeto de Modelo Mundial, é difícil não sentir que este é um passo atrás na busca pela AGI.
O que me surpreende é a direção que Meta está tomando. Seguindo o trabalho e os princípios de Yann LeCun, que saiu para lançar sua própria startup focada em Modelos Mundiais, e Demis Hassabis do Google DeepMind, fica claro que AGI não surgirá apenas de LLMs.
Os LLMs são valiosos (não estão errados), mas operam dentro da linguagem, e não na codificação completa de uma realidade dinâmica e interativa. Modelos Mundiais, treinados para representar e raciocinar sobre o mundo real, são o caminho para a AGI.
Os movimentos recentes da Meta sugerem uma priorização dos retornos de curto prazo em detrimento do potencial AGI de longo prazo.